Aracy Moebius de Carvalho parte II - Guimarães Rosa

November 20, 2017

A mulher mais importante da vida de Guimarães Rosa foi minha mãe, que lhe deu duas filhas"


Vilma Guimarães Rosa, filha do escritor, reduz a importância de Aracy Moebius na biografia do pai e dá sua versão sobre o polêmico diário de Hamburgo.


 
Trecho do Livro  Anjos e Safados no Holocausto :

Guimarães Rosa, intelectual, alto e bem apessoado -que se distanciara afetivamente da jovem esposa Lygia e a deixara no Brasil,com duas filhas menores- estava a essa altura, profundamente envolvido numa perigosa rotina de ajuda ilegal - tanto do ponto de vista brasileiro quanto alemão - aos israelitas. Comandava essa atividade a nova paixão que o dominava, a bela Aracy - que João chamava carinhosamente de ARA -funcionária responsável pelos assuntos relativos a passaportes.

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Casara-se em 1930, aos 22 anos com Lili - Lygia Cabral Penna- uma normalista de 16 anos, por quem se apaixonara perdidamente.

"Ele fazia medicina e conheceu minha mãe, que era estudante secundarista. Todos os dias ia à Escola Normal na hora da saída e, ao se encontrar com ela , dizia: ' Que coincidência' " - lembra-se, divertida, a caçula Agnes. "E a cena se repetiu tanto a ponto de as colegas da minha mãe afirmarem ao avistá-lo se aproximando: ' A coincidência já chegou'. "

(...)

No primeiro quadrimestre de 1938, a viagem para a perigosa ( mas sedutora) Alemanha de Adolf Hitler representava para esse homem sensível, profundamente insatisfeito com o matrimônio, a possibilidade de algo ainda maior -ou, e seu íntimo, mais importante: a oportunidade da almejada fuga.

(...)
 
 No início de 2008, a filha mais velha de Guimarães Rosa, Vilma, tentou explicar à revista Veja por que não liberava à consulta o diário que seu pai anotara na Alemanha. "A obra de meu pai pertence à humanidade , mas não há razão para a mesma nos devorar. Não vamos apressar a publicação." - disse ela.

A resistência das irmãs Vilma e Agnes em permitir o acesso de pesquisadores ao "Diário Alemão" tem indicado que ambas, em respeito à memória da mãe, se esforçarão ao máximo para abafar - ou restringir - a repercussão do romance entre  Guimarães Rosa e Aracy Moebius.
"Ela [Aracy] não aparece tanto no diário"






A relação entre a família de Aracy Guimarães Rosa (na foto ao lado), a grande companheira do escritor, e as duas filhas do primeiro casamento é turbulenta. Um dos principais pontos de discórdia é a publicação do diário que João Guimarães Rosa escreveu, entre 1938 e 1942, quando era cônsul-adjunto em Hamburgo, na Alemanha. A família de Aracy gostaria de vê-lo publicado. As filhas, até hoje, barraram o projeto. No centenário de ambos - Aracy e Rosa - ciúmes, vaidades e velhos ressentimentos ganham contornos de um romance que Rosa jamais escreveria. 

Nesta edição, ÉPOCA publica uma ampla lista sobre a extraordinária história de Aracy Moebius de Carvalho Guimarães Rosa, a funcionária do consulado brasileiro em Hamburgo que salvou dezenas de judeus na Segunda Guerra Mundial. Ela faz 100 anos no domingo 20 de abril. Em 1982, Aracy recebeu o título de “Justa entre as Nações”, conferido pelo Museu do Holocausto, em Jerusalém, a não-judeus que ajudaram judeus a escapar do nazismo. ÉPOCA conversou com pessoas salvas por Aracy. Elas contam uma história impressionante sobre a mulher que encantou Rosa e enganou outros dois homens: Getúlio Vargas e Adolf Hitler. 

No diário de Hamburgo, Rosa narra sua indignação com as atrocidades cotidianas cometidas contra os judeus. É discreto, porém, nas referências a Aracy. Na sexta-feira à tarde, após o fechamento da edição impressa, Vilma Guimarães Rosa (na foto abaixo) disse a ÉPOCA que não havia publicado o diário em respeito ao desejo do pai. “Primeiro, não é um diário. São duas cadernetas com anotações. Eu perguntei ao meu pai por que não publicava e ele disse que não queria a publicação”, afirma. “Hoje, penso que talvez meu pai mudasse de idéia, se estivesse vivo. Então, pretendo publicar o diário, se minha irmã concordar. Se eu decidir, sei que ela vai concordar. Mas não há data prevista.” Vilma é autora de Relembramentos - João Guimarães Rosa, meu pai (Nova Fronteira). 

Às vésperas de completar um século de vida, Aracy já não pode dar sua versão dos fatos. Ela sofre de Alzheimer. Teve um único filho, do primeiro casamento. Quando conheceu Rosa, na Alemanha, era desquitada. Sua família afirma que a própria Aracy emprestou o diário a Vilma - e que nunca foi devolvido. “A Vilma pediu a minha avó, depois que Joãozinho (Guimarães Rosa) morreu, e minha avó emprestou. Quando pedimos a Vilma a devolução dos originais, ela disse que estava com sua irmã, Agnes. Os originais nunca mais apareceram”, afirma Eduardo Tess Filho, neto de Aracy. Vilma contesta a informação. “Meu pai me deu as cadernetas no meu aniversário de 1967, na casa de Chiquita Marcondes, que, como diz minha irmã, foi seu amor de outono”, afirma. Agnes não quis dar entrevista a ÉPOCA. 

Pelo menos uma cópia do diário é conhecida. As versões sobre sua origem também divergem. Segundo Eduardo Tess Filho, antes de emprestar o diário a Vilma, Aracy deu as cadernetas aos proprietários da Xerox do Brasil para que fizessem cópias. Isso teria sido em 1973 - seis anos depois da data em que Vilma afirma ter sido presenteada com as cadernetas. Uma das cópias está na Universidade Federal de Minas Gerais. Trechos do diário foram publicados pela revista Bravo!, na edição de fevereiro deste ano.

Vilma tem outra explicação para as cópias: “Eu, ingênua, mprestei as cadernetas a um editor da Nova Fronteira (editora responsável pela edição da obra de Guimarães Rosa), que já não trabalha mais lá, e ele fez uma cópia”, afirma. A Nova Fronteira, por meio de sua assessoria de imprensa, disse que o funcionário mencionado por Vilma não trabalha mais na editora - mas que “a atual direção desconhece o episódio”. 

A briga não acaba aí. Outro livro - Ooó do Vovô (IMESP) - uma encantadora coletânea de bilhetes e desenhos que “vovô Joãozinho” escreveu para Vera e Beatriz Tess, netas de Aracy, está esgotado: uma nova edição foi barrada pelas filhas. “Não nos pediram autorização”, diz Vilma. “Meu pai escrevia muitas cartas e bilhetes para mulheres, seus filhos e netos. Eu e minha irmã somos as donas da imagem e do nome do meu pai.” 

Em 2007, durante a Semana Roseana, Vilma protagonizou uma cena impressionante. Saiu aplicando fitas adesivas sobre as fotos em que o pai aparecia com Aracy, em painéis no Museu Casa Guimarães Rosa, em Cordisburgo (MG), cidade natal do escritor. Nas fitas, estava escrito: “não”. Vilma tem uma explicação: “Foi um truque que eu usei. Marquei as fotos que eu queria e as que eu não queria porque o povo estava revoltado e queria destruir os painéis. Eram fotos do tempo em que Aracy era amante do meu pai e o povo mineiro não gosta disso”.

Na entrevista a ÉPOCA, Vilma se esforçou para reduzir o papel de Aracy na biografia do pai - e na História. “Ela era a secretária do meu pai no consulado. Então ajudou os judeus”, diz. “Mas era uma funcionária, não tinha poder para ajudar os judeus. Meu pai é que desempenhou o papel mais importante. Ele era o cônsul. Meu filho está escrevendo um livro sobre isso. Muitos judeus têm o passaporte assinado pelo meu pai.” 

Guimarães Rosa desembarcou em Hamburgo, na Alemanha, sozinho. No Brasil, deixou Lygia, sua primeira mulher, e as duas filhas pequenas. Aracy era a funcionária responsável pelo setor de vistos do consulado. Neste período, ela e Rosa se apaixonaram. “Vilma e Agnes criaram uma fantasia sobre a vida do pai. Tentam obstruir tudo que não se encaixa nela. Minha avó viveu quase 30 anos com Guimarães Rosa. Não faz sentido negar sua importância”, diz Eduardo Tess Filho. “Esse moço tem muita vontade de aparecer. Meu pai teve outros romances e ninguém fica me perturbando”, afirma Vilma. “Ele quer ter o sobrenome Guimarães Rosa, mas não tem. Eu vou morrer e na minha lápide vai estar escrito: Vilma Guimarães Rosa.” 

Quando voltaram ao Brasil, em 1942, Rosa e Aracy casaram-se por procuração, no México. No Brasil, ainda não era permitido o divórcio. “Minha irmã (Agnes) acha que a Aracy destruiu nosso lar, mas eu acho que foi a guerra, que nos impediu de ir para a Alemanha ficar com ele”, diz. “Mas eu gosto de Aracy, ela sempre foi discreta, teve classe. Eu era confidente dela. Agora, coitadinha, está velhinha, apagadinha. Mas era uma mulher linda.” 

Aracy e Rosa ficaram juntos até a morte dele, em 1967. Nos quase 30 anos de romance, Rosa publicou toda sua obra. Grande Sertão: veredas, considerado sua obra-prima, foi dedicado a Aracy, que detém seus direitos integrais. No restante da produção literária publicada até sua morte, Aracy e cada uma das filhas têm um terço dos direitos autorais. Na produção inédita, Aracy tem 50% e cada uma das filhas 25%. 

Para Vilma, Aracy nem mesmo foi a mulher mais importante da vida do pai. “Eu a reconheço como viúva do meu pai, mas ela foi apenas uma das mulheres dele, que era muito romântico e gostava de mulheres bonitas”, diz. “A mulher mais importante da vida do meu pai foi minha mãe, que lhe deu duas filhas”. 

P.S: beijo a tua boquinha gulosa
 

Olhe bem para a boca da bela mulher do retrato. Para esses lábios, um dos maiores nomes da literatura brasileira escreveu: “Antes e depois, beijar, longamente, a tua boquinha. Essa tua boca sensual e perversamente bonita, expressiva, quente, sabida, sabidíssima, suavíssima, ousada, ávida, requintada, ‘rafinierte’, gulosa, pecadora, especialista, perfumada, gostosa, tão gostosa como você toda inteira, meu anjo de Aracy bonita, muito minha, dona do meu coração”. 

Sim, ele mesmo. João Guimarães Rosa, o autor de Grande Sertão: Veredas, entre outras obras-primas da língua portuguesa, o diplomata sempre refinado do Itamaraty, escreveu essas linhas condimentadas e centenas de outras para a grande companheira de sua vida, num estilo que em nada lembra a prosa de Riobaldo e Diadorim. Quando “Joãozinho” escrevia para “Ara” (era assim que eles chamavam um ao outro ), era direto, rasgado, explícito. Só pensava em “boquinha sabida”, “pintazinha do pé esquerdo”, “camisolinha cor-de-rosa”. 

O acervo – grande parte dele inédito – é composto por 107 cartas, 44 postais, bilhetes e telegramas, escritos por Rosa para Aracy entre 24 de agosto de 1938 e 18 de agosto de 1960. A pesquisa da correspondência foi confiada a duas estudiosas da obra do escritor, Neuma Cavalcante, da Universidade Federal do Ceará, e Elza Miné, da Universidade de São Paulo. Elas se dedicam agora a escrever a biografia de Aracy Moebius de Carvalho Guimarães Rosa, uma personagem extraordinária por motivos que vão muito além da condição de mulher de grande homem. 

O livro será lançado ainda no ano do centenário de Aracy, que se encerra em 20 de abril. “Quando comecei a ler as cartas, fiquei muito tímida, como sempre acontece quando lemos a correspondência de alguém”, diz Neuma. “Fiquei muito emocionada com a vida deles. Aos poucos, senti como se fossem da família.” 

A pesquisa foi iniciada no fim da década de 90. Em 2006, Neuma e Elza publicaram um artigo analisando a correspondência amorosa, nos Anais do Seminário Internacional em comemoração aos 50 anos de Grande Sertão: Veredas. Na biografia que preparam, as cartas serão reveladas e ganharão sentido no contexto da vida e da época de Aracy. 

Aos 100 anos, Aracy vive em São Paulo com a família de seu único filho, Eduardo Tess. Sofre de mal de Alzheimer e esqueceu-se de quem é. Rosa a conheceu ao desembarcar na Alemanha, em 1938, para assumir o posto de cônsul-adjunto em Hamburgo. No Brasil, ele deixara a primeira mulher e as duas filhas. Aracy, desquitada e com um filho pequeno, era funcionária do consulado. Já era notável por três características: a estampa de atriz, a língua afiada e uma determinação capaz de meter medo nos SS de Hitler. Apaixonaram-se. 

Aracy fez sua própria lenda ao ajudar judeus a conseguir vistos para fugir da Alemanha nazista. Ao fazê-lo, ela desobedecia à diplomacia de Getúlio Vargas. Pelas vidas que salvou, recebeu o título de “Justa entre as Nações”, conferido pelo Museu do Holocausto, em Jerusalém. 

Rosa morreu praticamente em seus braços, em 1967. Nas três décadas de sua história de amor, ele publicou os livros que o tornaram imortal. A Aracy dedicou sua obra-prima, Grande Sertão: Veredas. Dedicou, não. “Deu”, como explicou ao tradutor do livro para o francês. 

A correspondência revela o alcance desse romance da vida real. Aracy era a amante cujo perfume – Femme – ele sentia mesmo quando havia um oceano entre eles. E era a crítica exigente de sua obra: “Melhor ficaria se a minha mulherzinha estivesse ao meu lado, (...) revendo os meus escritos e dando a sua acertada opinião. Digo isso, porque introduzi todas aquelas alterações propostas por você”.
As cartas iluminam o lugar de Aracy nas várias dimensões da vida de Rosa. E algumas são belas. Mas a delícia dessa correspondência, como de boa parte das cartas de amor de grandes literatos, são os trechos de absoluto desatino. As frases derramadas os aproximam da carne imperfeita dos leitores. Cada excesso, uma fragilidade exposta. Como apaixonado, o gênio é um homem comum. Até mesmo Fernando Pessoa – Todas as cartas de amor são ridículas/Não fossem ridículas não seriam cartas de amor – provou a agudeza de sua poesia ao cometer algumas bem estapafúrdias. Do amor ninguém escapa: nem os príncipes de Gales, nem os gênios. 

Rosa reinventou a língua em sua obra, mas, como qualquer homem, ao pegar da caneta para escrever à amada, não inventou coisa alguma. Nada de “nonada”. No amor, era só “João Babão”. É um Rosa deliciosamente prosaico que emerge dessas linhas, chamando sua mulher de “m%” (“meu cem por cento”). E disposto a tomar veredas estilisticamente arriscadas para honrar os “pezinhos” de Aracy: “Meu amorzinho, podes, claro, comprar os três pares de sapatos de que gostaste. Se sobrar algo, compra outros chinelinhos, também. E... traz, depressa, os pezinhos para mim...”.


 O último desejo de Guimarães Rosa 

Cinco dias antes de morrer, o escritor João Guimarães Rosa confidenciou a seu amigo e colega Josué Montello o desejo de estar ao lado de Aracy Moebius de Carvalho também na eternidade. A última vontade de Rosa foi relatada em uma carta de Montello ao então presidente da Academia Brasileira de Letras, Austregésilo de Athayde. Nela, Montello afirma que Rosa pretendia garantir que Aracy tivesse o direito de ser sepultada ao seu lado no mausoléu da ABL, na primeira sessão da qual participasse. Rosa, porém, não conseguiu completar o último ato de amor de seu grande romance da vida real. “Não pôde o nosso saudoso confrade cumprir esse propósito, por ter falecido no dia 19, três dias depois de sua posse”, escreveu Montello.


A carta, datada de 14 de dezembro de 1967, em papel timbrado da Academia Brasileira de Letras , foi divulgada só agora pela família de Aracy, que completou 100 anos em abril. Aracy e Rosa permaneceram juntos por três décadas, mas nunca puderam se casar no Brasil porque ainda não existia o divórcio. Quando se conheceram, em 1938, no consulado brasileiro de Hamburgo, na Alemanha, ambos haviam tido um primeiro casamento. Rosa com Lygia, mãe de suas duas filhas, Vilma e Agnes e Aracy com o pai de seu único filho, Eduardo Tess. Apaixonaram-se e casaram-se por procuração, no México.

A carta foi escrita por Montello com o objetivo de garantir que o último desejo de Rosa pudesse ser cumprido. O escritor, que adiou a posse na ABL por quatro anos, morreu de enfarte em 19 de novembro de 1967, três dias após a cerimônia que o tornou um imortal da Academia. Em uma página e meia, Montello afirma que Aracy é, efetivamente, a mulher do escritor: “Tendo recolhido de meu íntimo amigo João Guimarães Rosa aquela declaração, venho transmiti-la à Academia, com a abonação do próprio Guimarães Rosa na dedicatória impressa de Grande Sertão: Veredas, onde se lê textualmente: ‘A Aracy, minha mulher, Ara, pertence este livro’”.

Ao final da carta, datilografada e assinada por Montello, Austregésilo de Athayde escreveu, à mão: “Recebi esta carta e mandei que fosse arquivada na Academia para os devidos fins”. A ABL, por meio de sua assessoria de imprensa, informou a ÉPOCA que não conseguiu localizar o documento em seus arquivos e solicitou uma cópia para efetivar o registro.

Aos 100 anos, Aracy vive com a família do filho, em São Paulo. Um quadro avançado do mal de Alzheimer, porém, seqüestrou a memória da mulher que recebeu o título de “Justa entre as Nações”, do Museu do Holocausto, em Jerusalém, por ter salvado dezenas de judeus na Segunda Guerra Mundial. Na Alemanha nazista, Aracy e Rosa iniciaram o grande romance de suas vidas, documentado por mais de uma centena de cartas de amor. Nelas, revela-se a influência de Aracy nas várias dimensões da vida de Rosa, inclusive como primeira leitora e crítica de sua obra.

As relações entre a família de Aracy e as duas filhas de Rosa são conturbadas. Em entrevista a ÉPOCA, em abril, Vilma tentou minimizar a importância de Aracy na vida do pai. “Eu a reconheço como viúva do meu pai, mas ela foi apenas uma das mulheres dele, que era muito romântico e gostava de mulheres bonitas”, disse. “A mulher mais importante da vida do meu pai foi minha mãe, que lhe deu duas filhas”.

Ao divulgar a carta de Josué Montello, o filho de Aracy, Eduardo Tess, pretende eliminar qualquer dúvida sobre o papel central de Aracy na vida de Rosa. Mas ainda não decidiu se a mãe será sepultada ao lado do escritor, no mausoléu da Academia Brasileira de Letras, no Rio de Janeiro. “Nossa família é toda de São Paulo. Talvez a gente prefira que ela fique mais perto de nós”, afirma. “O que queremos agora é que ela viva muitos anos ainda.”


 
 



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